O Pix transformou o jeito como pagamos e recebemos dinheiro no Brasil, mas sua popularidade também atraiu golpistas. Proteger-se não é complicado: basta adotar hábitos de verificação e conhecer os mecanismos que os bancos oferecem.

1. Confirme sempre a identidade do destinatário

Antes de confirmar uma transferência, cheque nome completo, banco e os últimos dígitos da chave Pix. Golpistas costumam usar nomes parecidos ou fotos de terceiros para enganar. Em transações com pessoas físicas, peça uma confirmação por outro canal (telefone, mensagem) quando o pedido vier de contato inesperado.

2. Ative todas as camadas de autenticação do seu app

Use biometria (digital ou facial) e senha forte no aplicativo do banco. Ative notificações push e, se disponível, a autenticação em duas etapas. Essas camadas dificultam o acesso caso seu celular seja perdido ou roubado.

Não escaneie QR Codes recebidos por WhatsApp, e‑mail ou SMS sem verificar a origem. Prefira copiar a chave Pix manualmente ou receber o código diretamente do vendedor no ponto de venda. Links que pedem login bancário antes de mostrar o QR Code são um sinal de alerta.

4. Limite o valor das transferências automáticas

A maioria dos apps permite configurar limites diários para Pix. Reduza o teto para o valor que você realmente usa no dia a dia e aumente temporariamente apenas quando necessário. Isso limita o estrago caso sua conta seja comprometida.

5. Use o Mecanismo Especial de Devolução (MED) ao perceber fraude

Se você caiu em um golpe ou transferiu por engano para uma conta suspeita, acione imediatamente o MED pelo seu banco. O mecanismo permite bloquear os recursos na conta recebedora e iniciar uma análise de devolução. Quanto mais rápido o acionamento, maiores as chances de recuperar o valor.